5 Tendências de comunicação interna

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Tradução (do inglês): Roberto Leão, Director South America na HR Trend Institute  

 

Comunicação Interna reforçou sua preponderância como processo organizacional frente ao CVOVI-19. Aqui ficam tendências mapeadas para 2019, mas relevantes neste cenário 2020. Os colaboradores continuam querendo ser escutados, ser envolvidos, ter uma comunicação simples e transparente.

1. Mais escuta, menos envio

Como sabemos, ouvir é difícil. Acho que em muitas organizações a liderança sênior está feliz com os processos tradicionais. Revisões anuais de desempenho e pesquisas anuais com funcionários (ou uma vez a cada dois anos). Esses processos são lentos e geralmente não requerem ação imediata (“Primeiro precisamos estudar os resultados”). A liderança sênior não gosta de ação imediata. Com os processos antigos, você pode fingir que está ouvindo, enquanto não está. Decoração de vitrine. Organizações que realmente se importam, estão cada vez mais se concentrando no que é chamado de “Escuta Contínua”. Em seu artigo “Employee Engagement 3.0: Humu lança o Nudge Engine”, Josh Bersin (em inglês) descreveu como seria uma arquitetura avançada de feedback da empresa.

Building an Enterprise Feedback Architecture

2. Mais entre pares e de baixo para cima, menos de cima para baixo

A comunicação interna tradicional é focada nas comunicações de cima para baixo. O que nossos funcionários precisam saber? Podemos observar uma lenta mudança a longo prazo em direção a mais comunicações entre pares (comunicações da comunidade), combinadas com a comunicação ascendente, aproveitando a sabedoria da multidão. A inclinação natural nas organizações ainda é de cima para baixo.

Exemplo: muitas organizações estão atualizando seu processo de integração. Existem várias soluções inovadoras que podem ajudar a fazer isso (como Talmundo e Appical). Na maioria das vezes, a questão principal ainda é: “O que nossos novos funcionários precisam saber?” e não “O que podemos aprender com nossos novos funcionários?”.

Tornou-se muito mais fácil reunir boas ideias e opiniões dos funcionários da organização, sem a necessidade de elaborar questionários estruturados longos. Um software poderoso capaz de analisar texto não estruturado está disponível em diferentes fornecedores. Bersin menciona alguns em seu artigo.

3. Mais personalização

No meu artigo “10 tendências inspiradoras de RH para 2019”, coloquei Personalização no topo da lista. A personalização nas comunicações internas ainda tem um longo caminho a percorrer. Muitas mensagens ainda são endereçadas a “Todos” e não são personalizadas para os perfis individuais dos receptores. Uma ferramenta como o Crystal já existe há algum tempo. O Crystal pode ajudá-lo a obter uma indicação da personalidade dos receptores e permite adaptar a mensagem à personalidade do receptor. Não estou ciente de organizações que usam esses tipos de ferramentas em suas comunicações internas.

A personalização pode ser simples. Se eu reservar um voo na KLM, eles me perguntam por qual canal gostaria de receber o cartão de embarque e outras informações sobre o voo: email, WhatsApp ou SMS.

4. Medição traduzida em ação – rapidamente

No ponto 1, mencionei a lentidão dos processos tradicionais. Os processos primários atuais nas organizações (ágil, design thinking) requerem feedback rápido e ação rápida com base no feedback.

Analytics de comunicação interna pode ser desenvolvido. Comunicações simples de cima para baixo também podem se beneficiar da análise de comunicação. Quantos funcionários receberam e digeriram nossa mensagem? Quais canais funcionaram melhor para quais funcionários? A essência da mensagem foi entendida? As pessoas agiram após a mensagem? Qual visual funcionou melhor?

A escuta contínua só faz sentido se você estiver preparado para uma ação rápida, no nível certo. Exemplo: muitos recrutadores podem ver através do LinkedIn quais funcionários de sua organização estão procurando outros empregos, fora da organização. Muitas vezes, os funcionários estão cientes e, se sua pesquisa de emprego é visível, eles não se importam. Faz sentido para o recrutador (ou outra pessoa do RH) entrar em contato com o funcionário e perguntar se ele pode ajudar a encontrar uma próxima etapa interna adequada.

5. Mais recursos visuais e vídeos, menos texto

Vemos cada vez mais foco nas comunicações visuais. O uso corporativo do Instagram e do Facebook parece aumentar. Sites de carreira e intranets geralmente contêm muitas mensagens visuais. A credibilidade das mensagens é maior, quando produzidas por pessoas reais, e não pelo departamento de comunicação. Existem boas ferramentas (como Seenit e EasyMovie) que podem ajudar.

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